Temor de onda de covid faz capitais do Nordeste reverem planos de Réveillon

Com a volta do turismo a todo o vapor neste ano, as maiores capitais do Nordeste planejaram realizar novamente as tradicionais festas de Réveillon na praia, com fogos e atrações. Algumas chegaram a lançar editais para contratar empresas e artistas para a virada de ano.

Entretanto, a alta no número de casos na Europa após a reabertura e a vacinação ainda aquém de índices confiáveis fizeram as prefeituras recuarem e deixarem em aberto a realização dos eventos, com uma tendência a permitir apenas festas particulares menores.

Segundo o UOL apurou, há um temor de que o Réveillon se torne responsável por uma alta acelerada de casos, como na Alemanha, que tem índices de vacinação parecparecidos com os do Brasil.

No Ceará, o governador Camilo Santana (PT) foi o primeiro a se pronunciar, no domingo, contrário às festividades da virada de ano. Em publicação em suas redes sociais, disse que “eventos festivos, com grandes aglomerações e bebida, necessitariam de absoluto controle, com todas as pessoas comprovadamente vacinadas, além dos protocolos sanitários seguidos, para minimizar os riscos de contágio”.

“Onde não houver controle, não pode haver festa”, completou.

O prefeito de Fortaleza, Sarto (PDT) —que é aliado do governador—, não descarta a festa, mas afirmou, na segunda-feira, que a prioridade no momento é avançar na vacinação e que não há qualquer definição sobre o Réveillon.

“A gente submete a decisão de realização de grandes eventos, como Réveillon, Pré-Carnaval etc., ao comitê técnico, que é formado pelo governador, secretários de Saúde, Ministério Público Estadual e Federal, Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa e pelos infectologistas e epidemiologistas, que passam 24 horas do dia estudando especificamente a questão da covid”, disse

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