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LULA LIDERA INTENÇÕES DE VOTOS PARA PRESIDENTE, MAS PERDERIA PARA MARINA NO SEGUNDO TURNO

Pesquisa Datafolha sobre as intenções de votos para presidente da República em 2018 mostra o ex-presidente Lula (PT) como líder na votação em primeiro turno, mas que poderia ser derrotado pela ex-senadora Marina Silva (Rede) num eventual segundo. Lula venceria, no entanto, qualquer um dos candidatos do PSDB, fosse o senador mineiro Aécio Neves, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ou o ministro das Relações Exteriores, José Serra.

De acordo com a pesquisa, Lula teria hoje 25% dos votos contra 15% de Marina, 11% de Aécio, 9% de Jair Bolsonaro (PSC), 5% de Ciro Gomes, 4% de Michel Temer (PMDB), 2% de Luciana Genro (PSol) e de Ronaldo Caiado (DEM) e 1% de Eduardo Jorge (PV).
Nos cenários de segundo turno contra adversários do PSDB, Lula teria uma pequena vantagem, mas o quadro é de empate técnico, pois a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa foi realizada nos dias 7 e 8 de dezembro com entrevistas aplicadas a 2.828 eleitores com idade de 16 anos ou mais. Em duas simulações de primeiro turno, nas quais os candidatos do PSDB seriam Alckmin ou Serra, Marina obteria com folga o segundo posto.

No cenário em que o candidato tucano é Aécio, Marina tem 15% das intenções de voto contra 11% do congressista mineiro, situação que configura empate técnico. Em uma quarta simulação, na qual também estaria na disputa o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, Marina empata numericamente com o magistrado no segundo posto, com 11%.

Quando à intenção de voto em um segundo turno contra os tucanos, a dianteira de Marina é de pelos menos vinte pontos percentuais. Essa é a margem contra Serra (47% contra 27%). O desempenho da ex-senadora, que nunca disputou um segundo turno presidencial, teve poucas oscilações em relação ao último levantamento de julho.
Desde aquele mês, a ex-senadora não foi citada em novas revelações sobre a Lava Jato ou outras apurações.

Marina foi mencionada no noticiário sobre a investigação de corrupção na Petrobras em junho. O nome dela pareceu em informação revelada pelo jornal “O Globo” e confirmada pela Folha sobre as negociações para fechamento de acordo de delação do ex-presidente da empreiteira OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro. Pinheiro afirmou que representantes de Marina pediram a ele contribuição para o caixa dois da campanha presidencial em 2010 porque ela não queria aparecer associada a empreiteiras. 

A ex-senadora nega recebimento de recursos ilícitos.
Ela também tem se mantido pouco presente no debate político do país, sendo criticada por aliados. A pesquisa também aponta que o presidente Michel Temer passou a ocupar o primeiro lugar no ranking de rejeição para o primeiro turno das próximas eleições. O percentual de entrevistados que não votaria em Temer em nenhum cenário saltou de 29%, em julho, para 45%.

O presidente está em situação de empate técnico com Lula, cuja taxa de rejeição é de 44%, segundo o Datafolha. O terceiro posto na pesquisa sobre rejeição é ocupado por Aécio, que oscilou um ponto para cima e está com índice de 30%.

(Com dados e gráfico da Folha de São Paulo)

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